Enfrente o Labirinto!

“Devore os monstros de um lugar qualquer, então poderá chamá-lo de lar.”

Eu sempre gostei de escrever terror.

Não é meu gênero favorito como leitor, nunca foi. Gosto de algumas obras, amo alguns títulos, mas nunca fui um verdadeiro fã desse seguimento. Por outro lado, sempre foi algo que escrevi naturalmente. Creio que meu estilo esteja cada dia mais ligado com a investigação psicológica da experiência humana, e dentro desse contexto, o medo tem um papel importante, servindo por vezes como incentivo e outras como freio para nossas ações. Enfrentar o medo é como enfrentar um labirinto, qualquer um pode encontrar a entrada, poucos chegam ao outro lado.

Essa é a jornada do meu novo livro: O LABIRINTO DAS PAREDES SURDAS.

Assim como fiz durante o processo de desenvolvimento de O SEXTO ESTÁGIO, estou mesclando experiências reais com uma boa dose de ficção para estabelecer o universo fantástico de um protagonista intimista e narrador. É uma forma de mergulhar profundamente em todas as nuances de sua mente e compreender a delicada arquitetura de sua racionalidade. Porém, nessa obra, existe um desafio novo; manter a sanidade.

Como esse livro é um fruto indireto da pandemia, creio que acabou sendo influenciado por alguns sentimentos bastante humanos de isolamento e claustrofobia, o que apenas cria novas camadas para explorar os caminhos tortuosos de uma mente perturbada, fugindo da realidade enquanto evita ceder aos mais terríveis devaneios da loucura.

HomeroDetalhe é:

“A vida é como o labirinto, uma entrada, uma saída e todas as formas possíveis de se perder lá dentro. A morte não é o oposto da vida, é o infinito, o vazio infinito. Sem qualquer dualidade”

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